AS EMPRESAS E O LUTO

Vivemos tempos de recolhimento em razão do luto decorrente das perdas humanas vitimadas pela Covid-19. As empresas, enquanto parte integrante da sociedade, têm experimentado inúmeras dificuldades que decorrem da perda de vidas em seu meio, tanto de profissionais com muitos anos de empresa, diretores e pessoas queridas das equipes de trabalho.

Mesmo que haja situações jurídicas a serem enfrentadas, o mais importante é reconhecer o impacto emocional vivido e que, embora a dor da perda seja uma experiência muito particular, neste momento ela é compartilhada pela agressividade da Pandemia e suas consequências coletivas.

Esse é um fato cada vez mais próximo das organizações, que precisa ser enfrentado com sensibilidade. Apesar do ambiente empresarial se caracterizar como um espaço voltado para a produção, crescimento, lucro, entregas e ganhos, reconhecer que se está diante de um cenário de vulnerabilidade, desconhecimento, faltas e perdas tem abalado sobremaneira toda a sociedade e também o ambiente empresarial.

A realidade da Pandemia tem evidenciado a importância de estabelecer a empresa como espaço de acolhimento, independentemente da sua envergadura.

A empresa representa uma comunidade e como tal deve enfrentar o luto: criando espaços para a escuta não invasiva, a compreensão com as etapas do processo e não esperar uma breve volta à normalidade, pois é tempo de sabedoria e de silêncio.

OAB/RS 2468

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