AULAS REMOTAS – O ALUNO ESTÁ OBRIGADO A ABRIR A SUA CÂMERA?

Estamos há mais de um ano com estudantes de todos os níveis em ensino remoto, verificando-se um esforço conjunto de professores, pais e alunos para que se possam desenvolver naturalmente as estratégias de ensino-aprendizagem.
Uma questão que tem sido debatida no ambiente educacional é a prática de alunos, das mais diversas faixas etárias de “não abrirem suas câmeras” para as atividades letivas.
As perguntas que surgem a partir desta prática são as mais diversas:
• O professor pode exigir do aluno que a “câmera fique aberta”?
• Considerando que o estudante está em sua casa, ele pode ser obrigado a abrir a sua câmera?
• Quais os motivos que levam o aluno a não abrir sua câmera?
• Vergonha?
• Atividades paralelas?
• Confrontar a sua imagem em tempo real, se consideradas as publicações em redes sociais?
Os questionamentos são muitos e as respostas não podem se limitar ao um simples: pode ou não pode – deve ou não deve.
Inicialmente, é importante que a instituição de ensino se posicione, explicando o porquê se faz necessário que o aluno “abra sua câmera para a atividade”. É através da janela virtual que o professor pode efetivamente acompanhar o processo de ensino-aprendizagem, identificar se há algum comportamento do aluno que precisa ser conversado com a família e, também, oferecer a possível troca de olhares que acolhe nesses tempos difíceis.
Embora seja possível se trazer questionamentos sobre o fato de os alunos estarem em suas casas, o fato é que o ensino remoto é uma exigência fixada a partir da determinação do Poder Público e acompanhar o desenvolvimento dos alunos é dever da escola.
Importante é sempre estabelecer diálogo entre a escola e a família, quando o aluno resiste em participar das atividades para que se possa identificar qual é a dificuldade real e buscar o seu acolhimento.
Mesmo como retorno das aulas presenciais, as atividades remotas vieram “para ficar”, o que exige aprendizado e disposição para que possamos nos manter humanos e próximos.

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