Invasões (de Hackers) em Aulas Remotas

A migração dos espaços escolares para os ambientes digitais, além dos inúmeros desafios pedagógicos, também tem revelado a ação de terceiros que ingressam nas salas virtuais (hackers), com as mais diversas finalidades.

Há relatos recentes de invasão de aulas remotas por hackers, em inúmeras escolas no Brasil, buscando o controle do espaço digital, com a exposição de imagens pornográficas e interação com estudantes.

Esses fatos fazem crescer a preocupação com a proteção de dados de crianças e adolescentes, o que deve contar com especial cuidado na gestão das escolas públicas e privadas. Não se pode ignorar que transitam informações, registros e dados relativos a crianças e adolescentes, sensíveis por natureza e que contam com a especial proteção, não só da Lei Geral de Proteção de Dados, mas do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O primeiro aspecto a observar são os termos que integram os contratos com as plataformas que franqueiam o acesso às aulas remotas, uma vez que deve haver rigoroso controle de acessos e proteção das informações.

O segundo aspecto está na capacitação de professores, famílias e alunos para o uso atento dos ambientes virtuais, já que muitas das vulnerabilidades estão relacionadas às ações humanas.

Por último, mas não menos importante, há de se considerar que o ciberespaço não é “terra sem lei” e, em caso de violação de normas de proteção ou dos contratos existentes, existe ampla possibilidade de identificação das responsabilidades e punição dos envolvidos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *