Quem vazou a informação?

Em tempos de comunicação eletrônica ágil e constante, é comum nos depararmos com notícias que dão conta que “o áudio vazou”, “o trailer chegou às mãos de terceiros” ou “o print da conversa foi compartilhado”. Interessante que, do modo como são veiculadas as notícias, parece que alguma vulnerabilidade nos sistemas teria motivado o tal vazamento, sem qualquer ação humana.

Todavia os grandes responsáveis pelo vazamento das informações são seres humanos, seja por acesso privilegiado a uma informação, seja por terem recebido pela relação de confiança que existe com quem os endereçou determinado registro.

Quantos são os áudios de terceiros que recebemos? Quantos “prints de conversa” chegam em nossas mãos, em que nem sempre temos a totalidade do contexto? Quantas dificuldades surgem a partir de tais condutas?

Embora existam possíveis consequências jurídicas, a primeira pergunta é quanto ao compromisso ético de quem compartilha determinada mensagem ou informação. Se eu recebi um áudio, estou autorizado a enviar para terceiros, sem que o emitente saiba? Será que eu gostaria de ver minhas conversas copiadas (prints) e remetidas a outras pessoas, sem a minha autorização?

Os meios digitais são poderosos para aproximar, mas também para trazer dificuldades de relacionamento, se a confiança for quebrada.

Por essa razão, fica o alerta de que conversas privadas devem ser respeitadas e que eventual encaminhamento a terceiros deve sempre ser precedido de consulta àquele que verbalizou determinada opinião ou escreveu em aplicativos de mensagens. Esse cuidado preserva não só a ética da relação, mas também previne eventuais consequências jurídicas.

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